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Cazaquistão irá extraditar crítico de líder da Chechénia para a Rússia
O Cazaquistão aceitou o pedido russo de extradição de Mansur Movlayev, crítico do líder checheno, Ramzan Kadyrov, para a Rússia. A informação é avançada pela defesa do crítico, Murat Adam, com o Ministério Público do Cazaquistão a alegar que Movlayev não preenche os requisitos para obter asilo político.
“Hoje recebemos más notícias da Procuradoria-Geral da República do Cazaquistão, que decidiu deferir o pedido de extradição da Procuradoria-Geral da Federação Russa contra Mansur Movlaev”, avança o advogado de defesa, Murat Adam, que afirmou que irá recorrer da decisão de rejeição do estatuto de refugiado ao seu cliente, estando agendada uma “audiência preliminar para 11 de fevereiro”.
A defesa também acredita que a decisão e “ilegal”, pelo recurso da decisão de recusa da atribuição do estatuto de refugiado ainda não ter sido apreciado.
Mansur Movlayev, crítico de Kadyrov, fez parte do grupo de oposição checheno Adat – considerado extremista pelo Supremo Tribunal da Chechénia – enquanto estudante universitário.
Foi condenado a três anos de prisão, em 2020, por alegada posse de drogas, algo que a defesa considerou ter sido uma pena politicamente motivada, devido às suas críticas ao governo de Kadyrov. Acabou por ser libertado em 2022, mas foi novamente detido na Chechénia meses mais tarde, onde ficou mais de 40 dias uma prisão ilegal.
Segundo o jornal online russo The Insider, a razão para a detenção foi “um processo criminal por extorsão”, tendo extorquido, alegadamente, 50 mil rublos (426 euros), em conjunto com o grupo SIYDAC, que terá ganho a confiança de pessoas próximas a Kadyrov e “gravado secretamente vídeos e conversas comprometedoras sobre assuntos íntimos”.
Esses registos seriam usados como ameaça e depois publicados no canal da rede social Telegram do SIYDAC.
Movlayev acabou por fugiu para o Quirguistão em 2023, onde foi detido numa operação de contraterrorismo e condenado por passar ilegalmente a fronteira, mas foi libertado um mês depois. Foi detido no Cazaquistão, em maio de 2025, com base no mandato de captura russo.
Movlayev faz parte da lista de procurados internacionais da Rússia por extremismo, com a defesa a temer que seja torturado e morto na Chechénia. Em outubro de 2024, Movlayev denunciou a prisão dos seus irmãos como forma de “pressão”.
O regime da Chechénia, liderado por Ramzan Kadyrov, tem sido acusado de violações dos Direitos Humanos, como prisões arbitrárias, perseguição, tortura e assassinato de opositores e jornalistas, sendo considerado como um os regimes mais repressivos de toda a Rússia.
A defesa também acredita que a decisão e “ilegal”, pelo recurso da decisão de recusa da atribuição do estatuto de refugiado ainda não ter sido apreciado.
Mansur Movlayev, crítico de Kadyrov, fez parte do grupo de oposição checheno Adat – considerado extremista pelo Supremo Tribunal da Chechénia – enquanto estudante universitário.
Foi condenado a três anos de prisão, em 2020, por alegada posse de drogas, algo que a defesa considerou ter sido uma pena politicamente motivada, devido às suas críticas ao governo de Kadyrov. Acabou por ser libertado em 2022, mas foi novamente detido na Chechénia meses mais tarde, onde ficou mais de 40 dias uma prisão ilegal.
Segundo o jornal online russo The Insider, a razão para a detenção foi “um processo criminal por extorsão”, tendo extorquido, alegadamente, 50 mil rublos (426 euros), em conjunto com o grupo SIYDAC, que terá ganho a confiança de pessoas próximas a Kadyrov e “gravado secretamente vídeos e conversas comprometedoras sobre assuntos íntimos”.
Esses registos seriam usados como ameaça e depois publicados no canal da rede social Telegram do SIYDAC.
Movlayev acabou por fugiu para o Quirguistão em 2023, onde foi detido numa operação de contraterrorismo e condenado por passar ilegalmente a fronteira, mas foi libertado um mês depois. Foi detido no Cazaquistão, em maio de 2025, com base no mandato de captura russo.
Movlayev faz parte da lista de procurados internacionais da Rússia por extremismo, com a defesa a temer que seja torturado e morto na Chechénia. Em outubro de 2024, Movlayev denunciou a prisão dos seus irmãos como forma de “pressão”.
O regime da Chechénia, liderado por Ramzan Kadyrov, tem sido acusado de violações dos Direitos Humanos, como prisões arbitrárias, perseguição, tortura e assassinato de opositores e jornalistas, sendo considerado como um os regimes mais repressivos de toda a Rússia.